Os 5 melhores e piores jogos do Game Boy Advance


Bom dia, mas só para aqueles que acham que o trailer do novo jogo do Hideo Kojima indica que ele está utilizando algum tipo de droga pesada digna do Capão Redondo, para o resto que não concordar eu peço para largarem os entorpecentes, por favor! Exceto este blog, porque este blog é a única droga que vai te fazer bem, acredite nas sábias palavras de um maníaco louco por jogos. 

Oh, minha nossa, acabei de perceber que eu associei drogas á um bairro conhecido justamente por ter uma grande rede de tráfico de drogas! Como eu posso ser tão racista e xenofóbico? 

Enfim, faz um tempinho que não faço uma lista de melhores e piores jogos aqui no blog, uns dois anos para ser mais exato. E eu sei que muitos que lêem esse blog gostam destes posts ou os odeiam tanto a ponto de lerem todos e darem mais visibilidade ao artigo. Um detalhe que eu acho que todos devem saber com relação a essas listas É QUE EU SÓ VOU FALAR DE JOGOS QUE EU JÁ JOGUEI, logo, jogos que eu possa avaliar pessoalmente. Então não adianta ficar putinho porque o jogo que marcou sua infância possa não estar nesta lista, se quiser me aconselhar ou indicar jogos para eu poder experimentar ficarei muito feliz com sua postura, mas ficar me torrando a paciência porque esta lista não possui "X" jogo é coisa de gente que não levou boas palmadas para ensinar a ser educado quando criança.

E desta vez irei falar a respeito de um dos consoles mais importantes e presentes na minha vida, para quem não viu o título estou falando de um portátil da Nintendo, o Game Boy Advance. Você deve estar pensando porque eu não preferi escrever uma lista de jogos do Game Boy clássico mesmo ou de algum console mais antigo do tipo NES ou Master System. Mas, a verdade é que, como eu falei logo aí em cima, o Game Boy Advance foi, provavelmente, um dos consoles que mais marcaram minha infância, e por um motivo bem simples:

Sempre foi incrivelmente fácil emular os seus jogos. 

Eu nunca fui alguém com muita grana ou dinheiro no bolso, meus pais nem sempre podiam comprar os jogos ou os consoles que eu queria, isso fez com que eu me apegasse a jogos antigos e que fossem de fácil emulação. Lembro-me que eu tinha um CD que um tio me deu quando era pequeno que vinham uns duzentos jogos de GBA, eu comecei jogando o que tinha lá, mais tarde descobri essa coisa maravilhosa que é a internet e emulei diversos títulos do portatil, desde Pokémon, Sonic, Mega Man e mais uma pancada de séries que eu gosto. E diga-se de passagem, nunca fiquei tão feliz por saber que poderia baixar e rodar com tanta facilidade qualquer jogo de um console em meu antigo computador.

É, acabei de incentivar a pirataria neste parágrafo, espero que agentes públicos não leiam este blog. 

Mas, este não é o único motivo, eu tenho guardado em minha casa um Game Boy Advance, e dou um valor muito grande a ele, não só por ser um ótimo portátil com uma biblioteca enorme de jogos, mas também porque eu tenho um certo apego emocional a ele, porque eu o ganhei de presente de uma antiga amiga minha que estudava comigo, porém ela me deu ele no dia em que teve que se mudar para o Japão e neste dia ela pediu para uma outra pessoa me entregar e eu não pude me despedir dela. Então, quando eu jogo naquele GBA, eu me lembro de bons momentos do meu passado, não somente dos momentos que tive com jogos, mas também de momentos com amigos na época da escola. 

Tá bom, isso foi emotivo demais, preciso ver algo de péssima qualidade, porém engraçado ao mesmo tempo para que possa quebrar este clima. 
Ufa, consegui. 

Muito bem, agora que posso continuar vamos logo para esta lista antes que mais um personagem seja convidado para entrar no Tekken 7 sem nenhum motivo ou justificativa sensata a não ser arrancar grana de fãs descontrolados. 

Oh, deixa pra lá, já fizeram isso

OS CINCO MELHORES! 
A melhor parte do post, aqui você pode encontrar razões para viver mesmo que sua vida seja uma merda.

5º Lugar: The Legend of Zelda - Minish Cap

Acho que todos aqui já sabem o quanto eu gosto da série The Legend of Zelda, ainda não consegui jogar todos os jogos dela, mas já experimentei uma quantia considerável, e posso dizer com toda certeza que A Link to the Past, Majora's Mask e Breath of the Wild estão entre os melhores jogos que já joguei nesta vida. Porém, fiquei surpreso ao saber que existem alguns jogos da franquia que foram desenvolvidos pela Capcom, e isso me fez deixou intrigado, me perguntei "Como será um Zelda que não tenha sido feito pela Nintendo?", então comecei jogando Minish Cap, o Zelda do GBA. E para a minha surpresa, descobri que se tratava de um dos jogos mais caralhudos de toda a franquia. 

A história começa quando Link, nosso grande herói mudo sem personalidade que só existe para os jogadores se personificarem nele, acorda em um dia de manhã e se encontra com a Princesa Zelda em sua casa o esperando para poderem ir ao festival que estava ocorrendo em seu reino... Vila... Rua... Ah dane-se, era um festival e eles foram para lá. Mas, antes de irem o velho ferreiro que mora com o Link o entregou uma espada muito importante que seria usada como prêmio para uma suposta competição de... Ver quem aguenta ficar mais tempo assistindo Crepúsculo? Não sei, ele não diz, só diz que é um prêmio para uma competição, seja lá do que ela for. 

E... Já que toquei no assunto, reza a lenda que 10 minutos foram o recorde de alguém que aguentou assistindo um filme da saga Crepúsculo, me disseram que o cara largou a família e desapareceu após este evento... 

OK, então Link e Zelda, que formam um dos casais mais fofos do jogos, vão para o festival e lá dão várias voltas, se divertem, Zelda ganha um escudo como prêmio em uma competição e o da de presente ao Link. É, eu sei, todos nós queríamos namorar uma Zelda na vida real. Pois bem, após isso os dois resolvem ir até o castelo real de Hyrule, ao chegarem lá eles se separam para se prepararem para a cerimônia que vai entregar aquela espada que o ferreiro pai, tio, primo, ou sei lá o que ele é de Link, deu. Mas, aí um sujeito explica ao Link que essa espada era na verdade a Picori Blade, mais uma espada lendária dada aos humanos por seres místicos e blá blá blá, esses detalhes eu não vou dizer aqui. 

Porém, logo Vaati, que é o vencedor da competição, é chamado para pegar seu prêmio, só que quando ele surge diante do Rei genérico, da princesa Zelda e de alguns guardas de Hyrule, que também são genéricos, ele se mostra um verdadeiro mentecapto cruel. Vaati joga todos os soldados de Hyrule para longe como se fossem pinos de boliche, liberta os monstros que estavam selados com a Picori Blade e para completar, com a cereja no topo do bolo, transforma a doce e linda Princesa Zelda em uma estatua de pedra. 

Vaati... Vá se lascar!

De qualquer forma é assim que o plot deste jogo começa, Link depois é escolhido pelo rei para encontrar os picoris, salvar Zelda, derrotar Vaati, restaurar a Picori Blade e fazer tudo aquilo que o mesmo faz em todos os jogos da série desde 1986. 

Bom, eu tenho que admitir que gosto do enredo deste jogo, por alguns motivos bem simples. Primeiro que Vaati é um vilão competente, ele não fica de brincadeira, ele simplesmente aparece e põe fogo no circo, diria que é tão bom quanto o próprio Ganon, e, aliás, posso estar errado, mas acho que Minish Cap foi o primeiro Zelda onde Ganon não é o vilão principal ou o vilão que controla o vilão que pensamos ser o principal. Segundo que Link encontra um pássaro em formato de touca chamado Ezlo, que é bem mais legal que a Navi... Na verdade até a largatixa que anda pela minha cortina às vezes é mais legal que a Navi, mas isso não vem ao caso. Terceiro que, o final é incrivelmente épico e emocionante. E sim, eu sei que 90% dos jogos da série possuem finais épicos e emocionantes, mas aqui é diferente, vai por mim, eu só não posso falar porque se não seria spoiler, então acho melhor você jogar até o final e tirar suas próprias conclusões.

O gameplay não é muito diferente da maiorias dos jogos da série. Aqui desbravamos dungeons, ganhamos armas nestas mesmas dungeons na qual temos de usar suas mecânicas até enjoar, estas armas logo em seguida são importantes para garantir o progresso do jogo e abrir maiores possibilidades de exploração no mundo no qual estamos inseridos, pegamos rupees, usamos bombas, cortamos gramas, conversamos com NPC's, realizamos quests, etc. É um Zelda tradicional, porém é preciso destacar as duas exclusivas mecânicas que fazem parte da jogatina de Minish Cap. 

A primeira é a possibilidade de podermos encolher e explorar cantos, buracos, troncos, etc. Utilizando essa mecânica podemos conversar com outros NPC's, conseguir novas quests, encontrar novos itens, recompensas e tudo mais. E sendo sincero, isso é bem divertido, há muitos lugares no início do jogo que parecem não fazer muito sentido uma vez que não podemos interagir com eles, como buracos no chão ou nas árvores, e depois de adquirirmos a possibilidade de encolher podemos entrar nestes mesmos lugares e vasculhar-los ao máximo. Isso é ótimo, porque expande o universo no qual estamos participando e interagindo, Hyrule parece ficar ainda maior, o que parecia ter um tamanho acaba se dobrando e podemos descobrir muitas novas coisas. 

A segunda mecânica são as Kinstones, que são fragmentos de pedras especiais que ao serem fusionadas, conversando com NPC's específicos, revelam novas áreas e itens no mapa do jogo. E isso é interessante, lembro que sempre que encontrava um NPC disposto a fusionar uma kinstone, e perceber que eu tinha a kinstone certa para realizar a fusão, ficava feliz, pois sabia que seria recompensado por isso. Só é uma pena que com o passar do tempo essa mecânica vai ficando enjoativa. Os itens e prêmios que recebemos por isso vão se repetindo muito, na primeira vez é divertido abrir um esconderijo e nele encontrar um baú cheio de rupees, mas na décima vez já começa a dar aquela sensação monótona e desanimadora. Mas, ainda sim não deixa de ser uma mecânica criativa e que se pode aproveitar bastante. 

Para esse post não ficar muito grande, vou dizer apenas que a arte deste jogo é linda para um cacete e a trilha sonora é... Meh. 

4º Lugar: Sonic Advance

Eu já escrevi aqui no blog um review sobre Sonic Advance, então não há muita coisa a dizer que eu já não tenha dito antes. Apesar de que minha review deste jogo nos dias de hoje parece meio incompleta, eu teria que editar ou reescreve-la qualquer dia. Basicamente, Sonic Advance foi o primeiro jogo do Sonic feito para um console da Nintendo, e por mais que muitos se enganem, não foi o primeiro jogo do Sonic lançado para uma plataforma que não fosse da Sega. O primeiro, de facto, foi Sonic CD lançado em 1996 para o PC. 

De qualquer forma, Sonic Advance não deve nada aos maiores jogos da série já feitos. Eu diria que é tão bom quanto os clássicos, sendo, quem sabe, digno de ser chamado de "Sonic 4". Até porque Sonic Advance é mais Sonic 4 do que o próprio Sonic 4. O jogo possui física adequada, controles bem programados, level design robusto, aberto e decente, quatro personagens jogáveis tendo cada um suas próprias habilidades, quantidade considerável de estágios, bosses criativos que mudam o padrão depois de um certo número de golpes, história simples e adequada, trilha sonora boa de se escutar e uma arte e ambiente coloridos, diversos, que entram em harmonia com a proposta de mundo da série. 

Se você tem um Game Boy Advance e nunca jogou essa pérola da Sega, é bom que tenha uma boa justificativa para isso, se não vou caçar você e toda sua descendência! 

3º Lugar: Mega Man Battle Network 6

Para ser sincero, toda a série de Mega Man Battle Network é ótima. Com exceção ao 4, o 4 eu quero que se lasque! Fiquei muito em dúvida sobre qual dos jogos desta subsérie do Blue Bomber iria colocar aqui na lista. Para ser mais específico fiquei em dúvida entre o 3, o 5 e o 6. Mas, no fim optei pelo 6, apesar de ter um plot meio forçado, o gameplay que é o mais bem formulado, a forma original de um Action RPG que formou a identidade da série e as músicas que são lindíssimas de se ouvirem (que, inclusive, estou as ouvindo agora enquanto escrevo este post) são o que tornam esse, pelo menos na minha opinião, o melhor MMBN. 

Para quem ainda não conhece esta subsérie, a história se passa num mundo onde a conexão que as pessoas tem com a internet é incrivelmente mais ampla, essa aproximação tão elevada que a humanidade passou a ter com o cybermundo permitiu a criação dos Net Navis, que são programas humanoides de inteligência artificial que conseguem até mesmo sentir emoções. Ambientado neste mundo, a história fala sobre a jornada de Lan Hikari e seu net navi Mega Man, que juntos enfrentam vírus, organizações mafiosas, sindicatos malignos, outros rivais com os seus net navis e mais uma penca de inimigos. Todos os net navis deste mundo são reencarnaçōes de personagens da série clássica do Mega Man, como por exemplo Guts Man, Roll e até o desgraçado do Mettaur. 

Eu queria poder contar a história deste jogo em específico que, simplificando, é sobre como uma mafia criminosa liberta uma Raposa de Nove Caudas e um Ho-Oh que são capazes de destruir a internet e depois o mundo dos homens, e aí temos reaparições de personagens dos jogos anteriores e alguns esclarecimentos sobre eles e também a criação de algumas dúvidas que não são muito bem explicadas, etc. Se estiver realmente interessado no enredo, aconselho jogar a série desde o primeiro jogo, assim você irá aproveitar muito mais, acredite. Não faça que nem eu, um mongolóide, que resolveu jogar fora de ordem e acabei estragando todas as revelações e eventos que poderiam me surpreender. 

A jogabilidade é o traço mais marcante de Mega Man Battle Network, se trata de um Action RPG que teve certa inspiração em Pokemon e se aproveitou um pouco de sua popularidade para ganhar força nas vendas. MMBN, executa sim muitos conceitos de um RPG comum como o acesso e a exploração de áreas, os NPC's para se interagir, a linearidade de fatos que formam um capítulo da história e coordenam nossas açōes no jogo, o foco na história e no desenvolvimento dos personagens, etc. 

Mas, a série também tem as suas características próprias, podemos jogar tanto com Lan no mundo real ou com Mega Man no cybermundo, não só podemos explorar dois mundo diferentes como de vez em quando um afeta o outro dependo do que façamos, como por exemplo apertar um botão no cybermundo e abrir uma misteriosa porta no mundo real, isso é realmente uma sacada muito bacana, apesar de outros jogos terem executado mecânicas semelhantes. Porém, as batalhas é que são o principal charme deste jogo, se tratando de um campo de batalha divido ao meio com nove quadros onde podemos movimentar Mega Man, as habilidades são os chips, cada um executa um movimento diferente, desde canhões, espadas, bombas, e até mesmo invocar um chefe que já enfrentamos anteriormente para nos dar uma mãozinha. 

Sério, o sistema de batalha deste jogo é uma das coisas mais inteligentes que já foram feitas, eu aconselho você ir jogar Mega Man Battle Network assim que possível, tem o selo de qualidade do Titio Evans! 

Ah, um detalhe que eu já iria me esquecendo. Em MMBN6 é possível fazer o Mega Man incorporar uma das bestas que foi desencadeadas no jogo, tornando ele um guerreiro fodido de poderoso capaz de metralhar os inimigos da tela como se fossem meros palitos de macarrão, HELL YEAH BABY! 

2º Lugar: Kirby Nightmare in Dreamland

VAI PARANDO AÍ AGORA MESMO! VAI JÁ TIRANDO ESSA SUA MÃO DO TECLADO PRA ME XINGAR DOS PALAVRÕES MAIS OBSCUROS CONHECIDOS PELA HUMANIDADE E PESQUISAR SOBRE FORMAS PRÁTICAS DE COMO FAZER UMA MALDIÇÃO CASEIRA!

A primeira coisa que vocês devem entender é que eu nunca joguei Kirby & the Amazing Mirror (O outro Kirby de GBA que é tão valioso para algumas pessoas que alguns até venderam suas casas e família para poder ter uma cópia do jogo, hoje essas pessoas são caolhas, moram em baixo de viadutos e acreditam em coisas bobas como Papai Noel, Coelho da Páscoa e Review Imparcial), e sinceramente não tenho muita vontade de joga-lo, e eu sei que ele pode ser tão bom quanto ou até melhor que Nightmare in Dreamland. Mas, eu nunca tive paciência para joga-lo, logo, não o joguei, então não posso coloca-lo aqui na lista. E muitos me dizem que a experiência é bem melhor em multiplayer, além de que se trata de um jogo ao estilo Metroidvania (Sabem aqueles jogos de plataforma onde não existem fases? Tudo é um grande e extenso mapa e você tem que andar para lá e para cá? Então...), ao contrário de Nightmare in Dreamland que é um dos remakes mais bem feitos que já vi! E um ótimo sidercroller, diga-se de passagem.

As fases possuem seções de plataforma muito bem arquitetadas, uma quantidade vasta de inimigos para absorvermos seus poderes com Kirby, muitos segredos e locais escondidos para procurarmos, sub-bosses e bosses com padrões de ataques bem formulados, controlar Kirby é simples e pratico, existem minigames que nos dão bônus e vidas e o jogo possui uma das músicas de chefe mais belas que meus tímpanos puderam contemplar! Além do mais, aqui travamos uma batalha incrivelmente épica usando a Master Sworld contra o Meta Knight, é de arrepiar a pele. 

1º Lugar: Wario Land 4

Esse jogo! ESSE JOGO! 

Novamente estaremos falando de um jogo do qual eu já falei aqui no blog. Então, com certeza, irei acabar repetindo coisas que já disse, mas tudo bem, falar deste jogo valerá a pena. 

Wario Land 4 é o platformer da Nintendo protagonizado por Wario, o anti-herói de Mario Bros, e também um dos sidescrollers mais bem desenvolvidos na história da humanidade. E NÃO ESTOU BRINCADO! Eu o zerei três vezes seguidas durante um mês, e olha que para eu dedicar tanto tempo em alguma coisa teria que se tratar de uma verdadeira masterpiece dos jogos! 

... Ou de sexo, que é tão bom quanto jogar Wario Land 4. 

É, foi exatamente isso que você leu. 

Em WL4 controlamos Wario dentro de uma pirâmide no qual ele viajou dias para chegar até ela e... Desbrava-la? Estuda-la? Não, apenas para ficar ainda mais rico do que ele já é. Anarcocapitalistas devem amar o Wario, aliás ele também odeia o governo e, provavelmente, pisaria em filhote de passarinho se isso lhe rendesse alguns trocados. Enfim, o gameplay é original e criativo, Wario possui técnicas como dar uma investida, pular e esmagar usando o poder de seu peso de uma tonelada, agarrar os inimigos e atira-los feito bolinha de borracha para qualquer direção (O que é uma mecânica interessante uma vez que há seções de plataforma que a exploram bem), pode também sair rolando como o Sonic em determinadas descidas e sair correndo atropelando tudo que bem pela frente. Esses controles sobre Wario fluem perfeitamente e são fáceis de se dominar.

Porém, o level design e os inimigos limitam as habilidades de Wario, não o deixando tão indestrutível. Certos inimigos requerem determinadas estratégias para serem derrotados, como pular em cima deles e só assim dar aquela investida bem dada, outros só jogando algum objeto, há uma variável considerável de inimigos com padrões e fraquezas distintas. Falando em level design, o jogo em questão é genial, pois aqui temos de pegar uma chave ao final da fase e levá-la até o ponto de onde iniciamos dentro de um determinado lapso de tempo, isso abre um leque de desafios que são muito bem posicionados para aproveitar essa mecânica. 

Um exemplo que eu nunca me esqueço em uma fase onde a temática era lava (Creio que se passava dentro de um vulcão, whatever) e ao chegarmos ao final dela e pegarmos a chave a ambientação inteira mudava para gelo e todas as seções de plataforma mudavam também e se tornam apropriadas para esse desafio final da fase. E isso é bem executado, mas não é o único ponto marcante do Level Design. Em cada fase Wario terá uma transformação diferente com uma habilidade própria, como virar morcego e poder voar, ou virar um balão e flutuar lentamente, ou virar um zumbi e atravessar o chão e encontrar passagens secretas, todas essas transformações são necessárias para atravessar diversos trechos das fases, as tornando úteis e necessárias. Vale lembrar que essas transformações tornam cada momento jogando Wario Land 4 mais único, mais emblemático e mais divertido. 

Eu gostaria de falar mais a respeito deste título, mas acho que o melhor argumento é a evidência, então, por gentileza baixe agora mesmo uma rom deste jogo e seja feliz nas próximas mil horas. Vá agora, não me obrigue a chamar o Mister Motumbo. 

Não, você não quer conhecer o Sr. Motumbo, vai por mim. 

Menções Honrosas
Aqui falarei de jogos bons que não puderam estar na lista principal, mas são tão bons que precisam, pelo menos, serem mencionados. Devemos honrá-los! 

Pokémon Fire Red (Ou Leaf Green, tanto faz)

Pois é, eu sei muito bem que todos aqui esperavam que eu fosse colocar algum jogo do Pokémon entre os melhores. Mas, acontece que mesmo os jogos de Pokémon estarem entre os mais vendidos do GBA e ser um dos mais jogados e amados pelos jogadores, eles não são tão bons quando comparados aos jogos anteriores da franquia. Os primeiros jogos de GB, Pokemon Red e Blue criaram uma tendência, uma nova forma de se jogar RPG, onde treinávamos as criaturas que quiséssemos e da forma que quiséssemos, além de existir todo aquele contexto de estarmos em uma jornada de conhecimento, batalhas e aventuras em um mundo incrivelmente vivo e aberto, tudo isso era mágico, nós sentíamos que estávamos dentro do jogo, que o treinador Pokemon em questão é de fato aquele que o controla. 

Mas então, no Game Boy Color foi lançado as continuações Gold e Silver. Se os primeiros jogos eram bons, essas continuações eram espetaculares em comparação. Gold e Silver tinham um mundo maior, ampliado, mais vivo, com mais treinadores, mais Pokemons, mais mistérios, mais líderes de ginásio, mais personagens, mais cidades, mais itens e com muitas outras novas coisas a serem desbravadas. Eu poderia dizer, com toda certeza, que se trata de uma das continuações mais bem planejadas que já foram feitas. 

Então tivemos Ruby e Sapphire que vieram para o Game Boy Advance, ambos são excelentes jogos e ampliaram ainda mais o universo Pokémon, porém, já não tanto de forma inovadora como os anteriores. A fórmula usada em Ruby e Sapphire era, praticamente, a mesma já vista em Red e Blue. Nós iniciamos em uma cidadezinha, nosso rival é nosso vizinho, temos oito líderes de ginásio, uma organização mafiosa surge para nos enfrentar, temos uma nova Elite 4 que é derrotada pelo nosso rival, etc. Vejam, não estou dizendo que os Pokémons de GBA são ruins, apenas que não adicionaram tanta coisa em comparação aos anteriores, o que os tornam menos memoráveis ou emblemáticos. Separados, são excelentes RPGs, assim como os clássicos. 

E o motivo de eu colocar Fire Red na lista é porque este é um remake de Pokemon Red e, diga-se de passagem, é um dos melhores remakes já desenvolvidos. Só não perde para Heart Gold e Soul Silver de NDS. 

Mario & Luigi: Superstar Saga 

Para quem não sabe, a título de curiosidade, o primeiro RPG do Mario foi Super Mario RPG: Legend of Seven Stars, produzido pela Square para o Super Nintendo, foi dirigido, por ninguém mais ou ninguém menos que Hironobu Sakaguchi, criador de uma das minhas franquias preferidas: Final Fantasy. 

Porém durante o lançamento do Nintendo 64, ocorreram muitas brigas internas entre a Nintendo e a Square, tanto que haviam boatos que seria lançado um remake de Final Fantasy VI para o 64, chegaram a sair imagens que mostravam um pouco do desenvolvimento. Foi aí que, por conta dessas brigas, que a Square chutou o pau da barraca e resolveu desenvolver Final Fantasy VII e migrar para a casa da Sony, que também tinha brigado feio com a Nintendo. 

E foi por isso que nunca mais saiu um RPG do Mario desenvolvido pela Square. Mario & Luigi: Superstar Saga foi desenvolvido pela Alpha Dream Corporation, e apesar de não ser como Super Mario RPG é tão bom quanto, um RPG com uma mecânica única e uma continuação digna dos RPGs do bigodinho da Nintendo. 

Mas, eu bem que queria um RPG do Mario desenvolvido pelo tio Sakaguchi :(

Mega Man Zero 3

A principio, fiquei muito em dúvida sobre colocar esse jogo na lista ou algum jogo da série Battle Network de Mega Man. De qualquer forma, eu falo muito sério quando digo que Mega Man Zero 3 é, não só um dos melhores jogos de Game Boy Advance, como um dos melhores jogos do Blue Bomber. A série Zero é um tanto quanto polêmica, há quem a odeie tanto quanto Hitler odiava judeus, e há que a ame de uma forma que levaria um tiro se fosse para proteger uma mera cópia do jogo. 

Os primeiro dois jogos podem ser um pouco decepcionantes, dependendo da forma como você os joga, ainda mais se estiver esperanto uma jogatina semelhante aos jogos clássicos da franquia, porque ela não é. Além de terem muitos defeitos e erros aparentes, como o fato de termos que grindar em um jogo platformer sidescroller de Mega Man, ou o fato da história ter alguns momentos decepcionantes, ou até mesmo o sistema de ranking que é meio patético. 

Mas, o terceiro jogo da série concerta a maioria dos erros que persistiam nos dois jogos anteriores, com uma história empolgantes e bem escrita, com mecânicas aprimoradas e um level design muito bem arquitetado. Ser fã de Mega Man e não ter jogado o terceiro jogo da série Zero deveria ser considerado um crime hediondo, só digo isso.


OS CINCO PIORES 
Se você sofre de depressão, aconselho não prosseguir a partir daqui.

5º Lugar: Kingdom Hearts - Chain of Memories

Sim, esse jogo é uma merda colossal e as únicas pessoas que falam bem dele nunca o jogaram, pelo menos, até a sua metade. A Square-Enix teve a brilhante idéia de programar um Kingdom Hearts de Game Boy Advance que tivesse um gameplay semelhante ao mesmo de Playstation 2. Isso por si só já se mostra algo insano e que requer muito cuidado. Mas, aí os produtores da Square-Enix, que provavelmente sente prazer sexual em ver os fãs de suas franquias sofrendo e sentindo dor no coração, resolveram implantar neste mesmo jogo um sistema de cartas em que você deve montar um deck com elas, onde cada carta é um movimento diferente que se pode executar nas batalhas. 

E é claro que, as chances de sair um jogo bagunçado e horrível de se jogar eram altas. E, para a surpresa de absolutamente ninguém, o jogo saiu tão ruim e decepcionante que a maioria só se lembra dele por se tratar de um jogo da série Kingdom Hearts, caso contrário é somente mais um fracasso. 

Os controles são horríveis, movimentar Sora em um pequeno cenário nas batalhas é tão cansativo e irritante que te esgota rapidamente. Os pulos também são incrivelmente mal programados, só é preciso jogar alguns minutos para perceber que tentar saltar neste cenário é uma péssima decisão. O sistema de cartas também é algo muito mal executado, porque só pode usar uma de cada uma, e isso inclui os movimentos feitos pelos inimigos, então quando ocorrerem batalhas onde você enfrenta uns cinco ou sete Heartless, pode ter certeza que você nunca conseguirá usar suas cartas e só poderá atacar de dois a dois minutos, isso se conseguir acertar o alvo. É ruim, mal programado, maçante e exaustivo. 

No início da jogatina, Chain of Memories pode até parecer divertido e com uma proposta interessante, mas após alguns minutos já perceptível o quão ''injogável'' é este jogo. 

4º Lugar: Mega Man Battle Chip Challenge

Eu posso dizer, com toda a certeza, que Mega Man Battle Chip Challenge é uma das maiores decepções já feitas. A Capcom poderia ter feito uma versão de "luta livre" de Mega Man Battle Network, tirando as partes da história onde tínhamos que andar por aí conversando com NPC's e resolvendo quests para prosseguir no jogo. Eles podiam fazer uma versão onde poderíamos jogar com qualquer Net Navi e realizar uma luta atrás da outra, ao melhor estilo arcade, porém mantendo alguns aspectos da série como os chips de habilidades e power ups. Seria um jogo baseado nas batalhas da série, porém sem as "partes chatas", onde nosso único objetivo seria derrotar cada inimigo que aparecesse em nossa frente da mesma forma que fazemos nos jogos principais.

Mas não, a Capcom resolve fazer um jogo medíocre onde toda a ação se resume em arrumar um deck de chips para ser usado em batalha e ficar assistindo ela e torcendo que os seus melhores chips sejam usados. Não há interatividade, nem estratégia para ser sincero, tudo depende da mera sorte do turno selecionar os chips, e se os seus chips forem muito fracos para enfrentar o inimigo em questão, sinta-se a vontade para repetir tediosas batalhas que você já venceu para comprar mais chips em sorteios que são caros pra cacete. 

Eu sei que esse jogo tem os seus fãs, e não há problema algum gostar dele, mas convenhamos que Battle Chip Challenge não é um jogo com uma proposta abrangente, sendo apenas um título facilmente esquecível. 

3º Lugar: Dragon Ball Z - The Legacy of Goku

A Webfoot Technologies estuprou Dragon Ball Z. 

Sério, não sei se consigo criar uma descrição melhor para esse jogo do que essa. Dragon Ball Z - The Legacy of Goku é um RPG tão mal feito e mal produzido que acredito, sinceramente, que os pais do produtor executivo deste jogo foram mortos por fãs de Dragon Ball por terem dito que o anime em questão é meio superestimado. 

Como podem ter dito algo tão desumano e hediondo???

Eu tentei muito jogar esse título, mas a lerdeza para se movimentar no cenário, as transições de tela e efeitos que parecem terem sido feitos por um estagiário, os terrenos vazios e sem nada para explorar, os inimigos que são mais difíceis de matar do que tentar cortar aço com uma tesoura de escola, as músicas chatas e repetitivas e o sistema de batalha que foi feito de forma porca e sem o mínimo de aptidão me desencorajaram de tentar prosseguir, e eu tenho pouca crença de que esse jogo fique bom ao final ou mude algo. Simplesmente não dá para engolir, The Legacy of Goku é um pedaço lixo, nada mais! 

2º Lugar: Sonic The Hedgehog Genesis

*respira* 

SLOWDOWN! SLOWDOWN!SLOWDOWN!SLOWDOWN!SLOWDOWN!SLOWDOWN!SLOWDOWN!SLOWDOWN!SLOWDOWN!SLOWDOWN!SLOWDOWN!SLOWDOWN!SLOWDOWN!SLOWDOWN!SLOWDOWN!SLOWDOWN!SLOWDOWN!SLOWDOWN!SLOWDOWN!SLOWDOWN!SLOWDOWN!SLOWDOWN!SLOWDOWN!SLOWDOWN!SLOWDOWN!SLOWDOWN!SLOWDOWN!SLOWDOWN!SLOWDOWN!SLOWDOWN!SLOWDOWN!SLOWDOWN!SLOWDOWN!SLOWDOWN!SLOWDOWN!SLOWDOWN! SLOWDOWNS AQUI! ALI! EM TODAS AS PARTES! NESTE EXATO MOMENTO EM QUE EU ESCREVO ESSE TEXTO TÁ ROLANDO UM SLOWDOWN! SLOOOWNDOOOOOOOWNNNN!!!!!!!

2006 foi mesmo um ano difícil, hein... 

1º Lugar: Mortal Kombat Advance

POR QUE? POR QUE??????? 

Sabem quais são os aspectos torna a série Mortal Kombat tão bem lembrada e consagrada entre os jogadores? Anota aí alguns deles: Bons efeitos de colisão, uns seis botões para golpes, bons efeitos de colisão, batalhas inteligentes contra NPC's inteligentes, bons efeitos de colisão, dificuldade balanceada e BONS EFEITOS DE COLISÃO. Agora, pense em um jogo de Mortal Kombat sem nenhum destes elementos. Pensou? Parabéns, você pensou em Mortal Kombat Advance, um port quase perfeito de Ultimate Mortal Kombat 3, só que sem qualidade e feito com tanto cuidado e delicadeza quanto um bêbado dirigindo um caminhão sem freio à 200k/h em uma rodovia de terra enquanto chove. 

Primeiro de tudo, para conseguir executar simples golpes nessa sucata é necessário que seus dedos percam umas seis camadas de pele, PORQUE É IMPOSSÍVEL. Segundo, o NPC é a coisa mais instável e desregulada que você verá em um jogo, até mesmo no modo fácil, enfrentar os inimigos é difícil, porém é extremamente normal o seu adversário parar de andar e atacar repentinamente, e num súbito momento voltar a atacar sem mais nem menos. Terceiro, os golpes levam uma eternidade para se concretizarem, muitas vezes eu já começava a apanhar na metade do meu primeiro soco, as únicas vezes que eu consegui ganhar foi quando eu apelava em apenas um único golpe ou aproveitava os bugs para tirar vantagem. Quarto, e provavelmente o pior de todos os pontos, O JOGO NÃO TEM COLISÃO ALGUMA, seus golpes vão atravessar seu inimigos umas quatro ou cinco vezes antes de acertar o ponto correto ou até você entender a lógica do gameplay (Se é que existe alguma neste jogo) e errar menos. 

Mortal Kombat Advance é um grande pedaço de estrume de cavalo, um port feito de qualquer jeito sem o mínimo de consideração pelos fãs da franquia. Acredito que até eu poderia fazer um port mais decente, o que diabos os desenvolvedores da Midway fizeram durante a produção deste jogo? Será que ao menos tinham pessoas para testar o produto antes de lança-lo ao mercado? E se tinha, eles ao menos estavam acordados quando testaram o jogo? Ou lúcidos? 

Não sei, e acho que nunca saberemos....

Eu só sei de uma coisa, nunca mais quero chegar perto de Mortal Kombat Advance, acho que prefiro ficar escutando Anitta enquanto assisto o programa da Fátima Bernardes e consigo uma tuberculose ativa e paralisia incapacitante por passar tanto tempo consumindo este entretenimento.



Espero que tenham gostado da lista, e se você leu até aqui, ao invés de somente pular o texto todo só para ver quais foram os jogos listados para me xingar nos comentários, saiba que eu só coloquei na lista os jogos que eu joguei e aqueles que julguei e avaliei de forma objetiva, ou pelo menos tentando, afinal, em todo texto temos a tendência de tratar do assunto de forma parcial e mais próxima de nossas próprias experiências, de forma mais subjetiva. Mas, os meus jogos preferidos de GBA não estão na lista, coloquei aqueles que, de fato, considero os melhores apenas analisando seus aspectos técnicos e funcionais. E é claro que os piores e melhores jogos de GBA de fato não estão na lista, afinal eu tenho uma vida social (Por incrível que pareça) e não tenho tempo para jogar e avaliar todos os 1021 jogos do console, logo vou me limitar apenas a aqueles que eu conheço e sei que posso opinar. Claro, se você quiser me aconselhar um título bom ou ruim, saiba que vou escuta-lo e adoraria também saber de vocês: 

Quais foram os melhores e piores jogos de Game Boy Advance na opinião de vocês? Comentem, dêem sua opinião, acrescentem algo a essa lista, ou apenas critiquem e apresentem contra argumentos ao que eu disse, ficarei feliz em dialogar. Porém, sem agir feito crianças de 2 anos que cagam ofensas gratuitas, sejamos adultos, okay?

Atualmente estou hypado pra caralho com Mega Man 11 e estou escrevendo um artigo explicando toda a história da série Mega Man e logo logo postarei, até lá peço para esperarem com paciência. 

See Ya!

Comentários

  1. Minish Cap foi o único jogo da série Zelda que joguei por um longo período, no meu antigo PC.

    Aí meu antigo PC morreu e nunca mais tive saco pra jogar.

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    Respostas
    1. Minish Cap é um ótimo jogo e um dos melhores da série Zelda, vale a pena rejoga-lo

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